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Armas de cerco

  
     
                 

   
 

Nas crónicas medievais, as armas de cerco são normalmente descritas de foram prosaica, simplesmente referidas como “engenhos” ou “máquinas”.

A quantidade e variações das palavras específicas usadas para descrever aparelhos que atiram projéteis (sejam pedras ou dardos) é impressionante:

Lithobolos, petrobolo, catapultae, fundae, mangonellus, tormentum, tormenta mangenarum, mangonelli, balistae, ballistae, scorprio, fonevol,  frondevola, paterell, brigole, arradah, algarrada, arnalda,calabre, chaabla, mangana, mangonel, mangonal, manganon, mangganika, manganikon, almajanech, espringal, springald, espringale, ziyar, funda, catapulta, manjaniq, petrobolo, petraria, perriére, petrabole, trebuchet, trabuco, trebus, triboke, trabuchetum, trabocco, trabuceta, biffa, trabucium, tripanttium, trabuchellus ….

De todos estes termos, somente alguns se referem inequivocamente a um tipo de máquina específica. A maioria foi usada indiscriminadamente e intercambiavelmente pelos cronistas da época havendo poucas descrições e ainda menos ilustrações.

Veja-se por exemplo o termo "manganon", de origem grega que quer dizer esmagar ou espremer. Assim um “mangonal” é um "esmagador", “destruidor” ou "estropiador": o que descreve os efeitos de artilharia no geral.

 Estes mal-entendidos propagam-se em períodos posteriores, afetando mesmo os historiadores contemporâneos.

As armas de cerco que utilizamos foram desenvolvidas com base em pesquisa histórica, recorrendo a descrições e gravuras. Seguidamente foram desenhadas e ensaiadas em computador com auxílio de software CAD. Após o sempre árduo processo de construção, foram submetidas a testes que permitiram validar e afinar os modelos e medir o seu desempenho.

Assim são extremamente seguras, permitindo inclusivamente que membros do público as possam disparar em condições controladas após breve instrução.       


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