Séc. XII

      A peça principal de equipamento defensivo empregue pelo cavaleiro do século XII era a cota de malha, uma armadura semelhante a uma túnica comprida formada por centenas de pequenos anéis de metal entrelaçados que protegiam o combatente do gume das armas dos seus adversários. Sob a cota de malha vestia-se o gibão, uma espessa túnica que absorvia o impacto dos golpes. Em conjunto com um escudo de grande tamanho, a cota de malha e o gibão forneciam um bom nível de protecção sem sacrificarem excessivamente a amplitude de movimentos do utilizador. O capelo de nasal, um casco que cobria o topo da cabeça, provido de uma barra de metal para defesa do nariz, era muito comum nesta altura.

      O sargento d'armas, ou outro homem d'armas provido de equipamento de nível inferior ao do cavaleiro, teria de se contentar com a protecção fornecida pelo gibão e, eventualmente, uma cota de malha mais curta que deixaria os braços e as pernas expostos.

      O equipamento ofensivo do cavaleiro deste século tinha como elementos principais a lança, para as investidas a cavalo, e a espada, para combate mais próximo. Outras armas empregues frequentemente eram a maça d'armas e a acha d'armas, ambas capazes de produzir estragos terríveis mas menos flexíveis no seu manejo.

      Para o combate a longo alcance utilizava-se principalmente a funda, o arco e a besta, esta última tendo obtido grande aceitação entre os homens d'armas do nosso país pela sua grande potência e pela facilidade na aprendizagem do seu manejo.
Comments